segunda-feira, 10 de junho de 2013

Trilhas da escrita

Queiramos ou não,
nossas escritas permitem entrever nesgas de nossa história de vida: o que sabemos ou não, em que acreditamos ou não... 



Nelas, deixamos escapar hábitos, interesses, curiosidades, preocupações, certezas, dúvidas. Damos pistas de nosso modo apressado ou calmo, calado ou falante, sóbrio ou esfuziante. 

Como dizia um velho professor: “Ah, palavras, amigas pérfidas!” Pois, às vezes, mostram demais; outras, de menos, ou dizem o contrário do que gostaríamos. E vem o medo de escrever, na vida particular ou pública.

Qual o rumo para desatar os nós dos pensamentos, desembaraçar as ideias e, desenrolando-as em palavras, entretecer textos coerentes que nos expressem e nos sirvam adequadamente?

O caminho, segundo alguns nos quais me incluo, é ler, ler, ler; escrever, escrever, escrever, já que escrita e leitura se nutrem mutuamente. Mas ler-e-escrever, adquirindo competências, para ultrapassar a escrita meramente reprodutiva e esvaziada de sentido, para conquistar progressivamente a autonomia escritora e a escrita de autoria.

Que tal experimentarmos, juntos, trilhas que nos levem nessa direção e nos revelem o caminho?

2 comentários:

  1. Noosa que texto lindo, vou compartilhar!

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    1. Agradeço, Thayse Alves. E fico feliz sempre que vejo ideias partilhadas. Um abraço

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